
























Miguel Relvas acusou José Sócrates de “não sentir as realidades” e de “até meter dó pela forma como se agarra a alguns indicadores, por mais insignificantes que sejam”.
“O primeiro-ministro sofre do síndroma da bruxa, quando se põe em frente ao espelho e pergunta aquilo que nós sabemos”.
Referiu-se ainda ao líder do Executivo como alguém que tem “um discurso bipolar do ponto de vista político”.


Agora, é a mais famosa utente da Segurança Social que vem com a mesma lógica, em entrevista ao Diário de Notícias:MMG - Houve uma coisa que aprendi ao longo deste último ano.
DN - Que foi...
MMG - Pode parecer um pouco pretensioso, mas sempre carreguei nos ombros a responsabilidade e a angústia de alertar as pessoas. Mas, a partir do momento em que escolhem o seu destino estando alertadas...
DN - Está a falar de quem?
MMG - Do povo português. As pessoas estão mal, mas querem continuar dessa forma. Fiquei surpreendida, mas ao mesmo tempo aliviada. Eles sabem, já não tenho de ser responsável por eles. Isso tirou-me um pouco o fascínio do jornalismo mas deu-me paz de espírito. Já sinto algum distanciamento. A minha forma de fazer jornalismo mudou com isso.
Noticia do JN - Um exemplo a ter em contaUma médica foi punida, com advertência, pelo Conselho Disciplinar da Ordem por plagiar o texto de um colega de profissão. No centro da polémica está um artigo no jornal "Sorrir", da Liga dos Amigos das Crianças no Hospital Maria Pia, no Porto, em Março de 2006.
O texto em causa – sobre a história daquela unidade hospitalar vocacionada para a Pediatria – é praticamente idêntico a um outro artigo incluído na edição de 15 de Dezembro de 1989 do JN, da autoria do médico José Manuel Pavão, que foi director do Hospital de Crianças Maria Pia durante 15 anos.
O mesmo escrito havia também sido editado, posteriormente, num outro trabalho de âmbito interno. “Este plágio é um roubo, é um indesculpável abuso de confiança, que um falso amigo praticou por lhe ter franqueado as portas da nossa casa”, lê-se na queixa apresentada.
A autora do “plágio” – apropriação ou cópia de obra intelectual, assumindo autoria à revelia do verdadeiro autor – foi Manuela Machado Silva, sucessora de Pavão na direcção daquele hospital. Actualmente já não está no “Maria Pia”, exercendo funções de responsabilidade no Hospital Psiquiátrico Magalhães Lemos, também no Porto.
Em sua defesa, a clínica reconheceu ter-se socorrido de um texto encontrado nas instalações do hospital, não assinado, e que, assim, tinha caído no “domínio da publicidade”. Disse, também, que, apesar de reconhecer semelhanças, pequenas diferenças entre os dois artigos afastariam o plágio.
Além disso, alegou ter sido ajudada na construção do texto por duas outras pessoas da Liga dos Amigos das Crianças do Hospital Maria Pia e procurou afastar a classificação do artigo como “obra intelectual”, referindo, até, que não podia inovar na referência a factos históricos.
Mas o Conselho Disciplinar Regional do Norte da Ordem dos Médicos não ficou convencido com estas explicações. É que, ao aceitar a publicação do artigo com o seu nome e fotografia, Manuela Machado Silva “arrogou-se, perante terceiros, designadamente a comunidade médica e do referido Hospital, a autoria de um artigo informativo que bem sabia não ter sido criado por si, mas por outrem”, lê-se na decisão disciplinar.
“Aceitou para si um mérito que não lhe cabia” e “este comportamento é manifestamente desadequado da postura digna que o médico deve ter em todas as circunstâncias”, são outros argumentos que justificam a advertência – a mais leve sanção disciplinar, que teve também em conta a inexistência de incidentes anteriores. (JN 22-08-2010)


George Osborne, Ministro das Finanças da coligação ‘Conservadores-Liberais Democratas’, sucessora da governação trabalhista de Brown, advogou que o orçamento britânico iria afectar os mais ricos, o que não se verifica visto que o estudo do Instituto de Estudos Fiscais mostra que o impacto orçamental é claramente regressivo:
“Low-income households of working age lose the most as a proportion of income from the tax and benefit reforms announced in the emergency Budget. Those who lose the least are households of working age without children in the upper half of the income distribution.”
Com este case-study, o aviso fica no ar…
in: Stato Quo
Ora bem.As novas encomendas na construção aumentaram 22% entre Abril e Junho, a maior expansão em sete trimestres.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados hoje, esta progressão "foi significativamente influenciada pelo crescimento da componente pública do segmento de Construção de Edifícios relativa a edifícios escolares".
Adianta o INE que excluindo esta componente, os pedidos recebidos pelo sector da construção em Portugal aumentaram 8,5% face ao segundo trimestre do ano passado.
Já em termos trimestrais, as encomendas na construção aumentaram 19%, após uma progressão de 5,8% no trimestre anterior.
Os mesmos dados mostram também que a variação média dos últimos quatro trimestres situa-se agora numa contracção de 14,4%, contra os -26,9% verificados no trimestre anterior.
in: Diário Económico
Consigo, o “Jornal Nacional” de sexta não teria existido com aquele registo e formato?
R: Não subscrevo esse estilo de jornalismo, penso que esse jornal era de facto uma perseguição pessoal, não tenho grandes dúvidas quanto a isso. E acredito que a televisão não deve servir para perseguições pessoais e guerras políticas.
Miguel Pais do Amaral, entrevistado pela Revista Única, Expresso de 17 de Julho de 2010
1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.
3. Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado:
a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação;
b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde;
c) Orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos;
d) Disciplinar e fiscalizar as formas empresariais e privadas da medicina, articulando-as com o serviço nacional de saúde, por forma a assegurar, nas instituições de saúde públicas e privadas, adequados padrões de eficiência e de qualidade;
e) Disciplinar e controlar a produção, a distribuição, a comercialização e o uso dos produtos químicos, biológicos e farmacêuticos e outros meios de tratamento e diagnóstico;
f) Estabelecer políticas de prevenção e tratamento da toxicodependência.
4. O serviço nacional de saúde tem gestão descentralizada e participada.