26 de dezembro de 2010

Imaginem (mais uma vez) se fosse Sócrates


Apesar de ter negado à TVI24 ter comprado ou vendido algo do BPN, a verdade é que Cavaco Silva teve um lucro de 147.500 euros com a venda de acções da SLN, que é dona deste banco. O negócio remonta a 2003. A filha do candidato presidencial também ganhou 209.400 euros.

Em declarações à TVI24, após o debate presidencial com Francisco Lopes, Cavaco Silva voltou a afirmar o que já havia sido divulgado em 2008 através de comunicado: “Nunca trabalhei no BPN, nunca comprei nem vendi nada do BPN, nunca recebi qualquer remuneração do BPN, é um caso de Justiça e o Presidente da República não deve interferir nos processos judiciais”.

Na verdade, em maio de 2005, o jornal Expresso já dava conta do negócio que envolvia Cavaco Silva e a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do Banco Português de Negócios (BPN).

Cavaco Silva comprou 105.378 acções da SLN a um euro cada em 2001. Em Dezembro de 2003, vendeu-as a 2,4 euros, com um lucro de 147.500 euros. O valor da venda das acções foi determinado por contrato, cujo conteúdo se desconhece. Certo é que foi assegurada ao candidato presidencial uma mais-valia assinalável, que Francisco Louçã, coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda esclarece “ser determinada por um favor contratual de Dias Loureiro ou de Oliveira e Costa, seus ex-ministro e ex-secretário de Estado”.

O presidente da República, que agora se recandidata, nomeou, entretanto, Dias Loureiro, ex-ministro e responsável na sua campanha presidencial, para o Conselho de Estado.

A filha de Cavaco Silva também adquiriu, à época, 149.640 acções da SLN, tendo vendido as suas acções ao mesmo tempo que o pai e pelo mesmo valor: 2,4 euros. O lucro obtido foi de 209.400 euros.

Cavaco Silva é “habilidoso” na sua resposta

Em declarações à Lusa, o deputado do Bloco de Esquerda João Semedo, que acompanhou a comissão de inquérito ao caso BPN, afirmou que Cavaco Silva deu uma resposta habilidosa sobre o seu envolvimento, tendo repetido exactamente o conteúdo do comunicado emitido em 2008.

O deputado do Bloco sublinha que “O que é importante sublinhar é que Cavaco Silva pretende enganar-nos com a verdade, é uma resposta manhosa, porque a verdade é que Cavaco Silva beneficiou deste sistema pouco transparente de compra e venda de acções”.

João Semedo esclareceu que nunca viu, no âmbito da comissão de inquérito, o contrato de Cavaco Silva com a SLN, e que seria “interessante saber se as acções compradas e posteriormente vendidas” pelo actual Presidente da República foram sujeitas ao direito de preferência dos restantes accionistas.

in: esquerda.net

Programa de Estágios Profissionais na Administração Pública Central

O Programa de Estágios Profissionais na Administração Pública Central permite que jovens licenciados até aos 35 anos realizem estágios profissionais remunerados em serviços e organismos da Administração Pública.

O PEPAC possibilita aos jovens valorizarem as suas qualificações e competências, mediante o desenvolvimento de experiências formativas e profissionais.

Os estágios têm a duração de 12 meses e decorrem nos órgãos e serviços da administração central (directa e indirecta) do Estado, com exclusão das entidades públicas empresariais, designados por entidades promotoras.

Objectivos

Objectivos do Programa:

  • Possibilitar aos jovens com qualificação superior a realização de um estágio profissional em contexto real de trabalho que crie condições para uma mais rápida e fácil integração no mercado de trabalho;
  • Promover novas formações e novas competências profissionais que possam potenciar a modernização dos serviços públicos;
  • Garantir o início de um processo de aquisição de experiência profissional em contacto e aprendizagem com as regras, boas práticas e sentido de serviço público;
  • Fomentar o contacto dos jovens com outros trabalhadores e actividades, evitando o risco do seu isolamento, desmotivação e marginalização.

Os destinatários do Programa devem preencher, em simultâneo, estes requisitos:

  1. jovens à procura do 1º emprego, desempregados à procura de novo emprego ou jovens à procura de emprego correspondente à sua área de formação e nível de qualificação;
  2. tenham até 35 anos (até à data de início do estágio);
  3. tenham uma qualificação de nível superior correspondendo, no mínimo, ao grau de licenciado.

Não podem apresentar canidatura jovens que se encontrem a frequentar ou tenham frequentado programa de estágios profissionais financiados pelo Estado.

Mais informações aqui.

in: IPJ

24 de dezembro de 2010

Assembleia Municipal aprova orçamento


Gabinete de Imprensa do PS/Lousada

No passado dia 10 de Dezembro, a Assembleia Municipal de Lousada realizou mais uma sessão tendo como principais pontos da ordem do dia o Plano e Orçamento do próximo ano, a aprovação do mapa de pessoal e ainda a aquisição de terrenos para o Parque Florestal em Vilar do Torno e Alentém.

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Homenagem a Manuel Bessa Esteves

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista, no período que antecedeu a ordem de trabalho, proferiu uma homenagem ao funcionário da autarquia Manuel Bessa Esteves, que recentemente passou a aposentado.

"Pela primeira vez, não temos, hoje, a assegurar o serviço desta Assembleia o senhor Manuel Bessa Esteves. Tendemos a exaltar os grandes cometimentos, a evocar decisões valorosas, a sublinhar iniciativas que, pela sua grandiosidade e importância, justificam, neste plenário, uma menção de especial relevo.

No entanto, é importante, também, reconhecer o trabalho daqueles que, com profissionalismo, responsabilidade e dedicação, com discrição, humildade e modéstia, tornam possível as grandes deliberações.

A Câmara perde um funcionário zeloso e dedicado, mas o concelho poderá ganhar com a maior disponibilidade de um cidadão profundamente comprometido com o desenvolvimento da sua terra, de elevada sensibilidade cultural e com um espírito voluntarioso e entusiasta.

Actor, poeta e declamador, com grande experiência de vida e um percurso notável de valorização académica e profissional, o sr. Manuel Esteves tem ainda muito para oferecer à nossa comunidade. Aposentou-se do trabalho, mas o seu dinamismo e capacidade de doação não o deixarão aposentar-se da vida e da cultura.

É hora, pois, de lhe agradecermos tudo quanto nos proporcionou, pela sua simpatia e afabilidade e pela sua presença activa que ficará indissociável da história desta Assembleia. E é hora de lhe desejarmos um futuro sempre próspero e venturoso".

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"Afinal quanto se deve actualmente englobando já os empréstimos na totalidade? São doze milhões de euros"

O líder da bancada socialista, Joaquim Santos, questionou a bancada da oposição sobre uma conferência de imprensa protagonizada pelos vereadores da oposição, no dia 3 de Dezembro, onde foi feita referência a "ruptura financeira".

"Aproveitava esta oportunidade para me dirigir a essa bancada e saber se alguém estará em condições de elucidar a nossa bancada e os senhores jornalistas aqui presentes onde encontram argumentos, no orçamento de 2011, para afirmarem que no final desse ano o município ficará a dever aos bancos mais de 20 milhões de euros".

Como não obteve resposta, o líder da bancada socialista afirmou "vou fazer uma análise com números reais e não vagos".

O Documento de Prestação de Contas de 2009, referente a empréstimos, "dizia que a dívida em 1 de Janeiro de 2009 era de 9.385.966,10€ e em 31 de Dezembro era de 9.053.615,51€. Houve uma diminuição da divida de 3.5% à banca. Neste ano de 2010 aprovámos nesta Assembleia quatro empréstimos no valor de quatro milhões quatrocentos e sessenta e um mil euros. Esta dívida foi autorizada por esta Assembleia e ainda não foi levantada na totalidade. Entretanto procederam-se a amortizações no valor de um milhão e trezentos mil euros."

O membro socialista perguntou ainda "afinal quanto se deve actualmente englobando já os empréstimos na totalidade? São doze milhões de euros (finais 2009: 9.053.615.51+ empréstimos 2010: 4.461.000€. A este valor subtraí-se 1.300.000€). Se estivéssemos em Assembleias doutros concelhos que vocês conhecem, a oposição diria concerteza: "Que maravilha".

"Será que ainda não lhes passou pela cabeça, se calhar passou e não o assumem, que grande parte destes empréstimos têm retorno? Dou-lhes como exemplo a instalação da rede de água e saneamento. Este executivo está a acautelar o pós 2013. Outros não o estão a fazer e entregaram a empresas a gestão das águas e saneamento. Se calhar estão arrependidos. E mais importante, a educação dos nossos filhos e netos. Este retorno não pode ser quantificado."

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"As despesas correntes reflectem, portanto, a contenção de gastos restringindo-as ao essencial para o pleno funcionamento dos serviços municipais"

No período destinado à discussão dos documentos previsionais para o ano de 2011, a bancada socialista efectuou uma análise dos mesmos.

"A receita corrente para 2011 sofre uma diminuição de cerca de dois milhões de euros provocada pelo corte nas transferências do Estado e na redução da cobrança do IMI, IMT e taxas previstas na tabela de taxas em vigor. As despesas correntes reflectem, portanto, a contenção de gastos restringindo-as ao essencial para o pleno funcionamento dos serviços municipais. Igual rigor se verifica nas dotações com despesas com pessoal. Porém há que ter em consideração o substancial aumento verificado com as despesas com o pessoal em consequência da transferência de competências na área da gestão do pessoal não docente do ensino básico bem como a contratação de pessoal docente para as actividades de enriquecimento curricular, acrescidas das despesas inerentes aos encargos como a Caixa Geral de Aposentações, Segurança Social e seguros contra acidentes de trabalho. É prevista, ainda, neste orçamento a contratação de pessoal destinado ao funcionamento da Escola Básica de Nogueira. No que diz respeito ao Plano Plurianual de Investimento que ascende a 31 milhões e 474 mil euros há que ter em atenção que apenas se encontram inscritos em orçamento cerca de 19 milhões e 961 mil euros, como verba definida uma vez que a restante depende da aprovação das diversas candidaturas ao QREN, em que poderão ser incluídas algumas das obras sugeridas pelos vereadores da oposição, como referiu o Senhor Presidente na sua declaração de voto".

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"Somos um concelho jovem, activo e com melhorias notórias em termos de

infra-estruturas escolares, desportivas, empresariais e habitacionais"

Da bancada socialista, o membro da JSLousada, Nelson Oliveira, afirmou que "a gestão financeira que o executivo socialista faz na Câmara Municipal de Lousada ao longo dos últimos 21 anos, tem sido feita de forma consciente, justa e em prol do desenvolvimento sustentado de Lousada, e a prova disto está à vista de todos. Somos um concelho jovem, activo e com melhorias notórias em termos de infra-estruturas escolares, desportivas, empresariais e habitacionais.

Ora com tudo isto, não nos espanta a atitude de desespero do PSD/CDS Lousada através do seu último comunicado. Esperavam estes, que a conjuntura económica mundial fosse um entrave incontornável para impedir o crescimento de Lousada nos próximos anos e que o executivo socialista não pudesse continuar a mostrar que merece e merecerá a confiança dos Lousadenses.

As principais críticas que (ainda) referem, prende-se com a pertinência da construção do Complexo Desportivo e a remodelação do parque urbano. Como toda a população sabe, estes investimentos são feitos devido à aprovação de verbas vindas do QREN, e que, se não fossem canalizadas para estes investimentos, não poderiam ser utilizados de outro modo.

Muitos aspectos há para salientar mas ainda assim o PSDLousada pensa que o Complexo é mau para os Lousadenses e que megalómanos são aqueles que utilizam estas excelentes instalações!"

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"Segundo as informações que temos e que facilmente podem ser verificadas,

a autarquia tem a seu cargo 745 pessoas"

A aprovação do mapa de pessoal para o próximo ano foi outro dos pontos em discussão e votação.

O membro socialista Nelson Oliveira afirmou que"em relação ao mapa de Pessoal, a Coligação continua a manter o mesmo rol de mentiras. Ouvem-se críticas face á contratação e são lançados para a praça públicos números absurdos na ordem dos 1000 funcionários. Nada mais falso e que necessita de ser desmentido.

Vamos a números…E números reais!

Segundo as informações que temos e que facilmente podem ser verificadas, a autarquia tem a seu cargo 745 pessoas. E como a Coligação Lousada Viva bem sabe, mas não quer dizer, este número tem uma explicação muito óbvia e facilmente compreendida por todos.

Mais uma vez relembramos que 153 funcionárias pertencentes ao Ministério da Educação, a trabalhar nas escolas do 2.º e 3.º ciclo e 270, nos jardins-de-infância e escolas do 1.º ciclo, foram transferidas para a autarquia ao abrigo do protocolo de transferências de competências. Deste modo, a autarquia paga directamente a 322 pessoas. Portanto, uma grande diferença face ao número, esse sim megalómano, referido pelo PSD/CDS. É lamentável que a Coligação sabendo de antemão a verdade, tente manipular estes factos na opinião pública".

Gabinete de Imprensa do PS/Lousada

22 de dezembro de 2010

O monstro


"Se os portugueses não tivessem memória curta e tivessem sido leitores do Expresso teriam dado por uns artigos de Cavaco Silva que, segundo o próprio, alertavam para o risco de Portugal chegar à situação em que estamos. Mas esses mesmos portugueses recordar-se-iam igualmente da última vez que o FMI esteve em Portugal, em 1983. Nesse tempo o grande problema da economia portuguesa era o mesmo que enfrentamos actualmente, a sua competitividade externa agravada agora por um contexto internacional menos favorável e por uma dívida pública e privada que consomem uma parte cada vez mais significativa da riqueza produzida pelo país.

Tal como agora os jovens não tinham emprego e no meu caso a situação era agravada pelo estigma de ter tirado a licenciatura do ISEG, os anúncios de empregos excluíam os que se tinham licenciado naquela escola, os senhores da Universidade Católica (por onde andava o Cavaco) e da Nova (onde o Cavaco se baldou até ter tido um processo disciplinar) usavam da sua influência para as empresas empregadoras favorecerem os pupilos da Nova e da Católica.

Lembrar-se-iam também de que a causa remota da vinda do FMI foi a decisão de Cavaco Silva de revalorizar o escudo, uma manobra eleitoralista apoiada num falso nacionalismo que retirou a competitividade externa das economias portuguesas, com as consequências que o país conheceu depois. O mesmo Cavaco que tinha responsabilidades directas no descalabro da economia portuguesa deu depois o golpe ao governo do bloco central quando tudo estava resolvido, governando em tempo de falsas vacas gordas, à custa da adesão à CEE que tinha sido conseguida por Mário Soares, do reequilíbrio das contas externas alcançado num governo liderado pelo mesmo Mário Soares e da imensidão dos fundos comunitários. Há poucos dias muitos evocaram o papel do falecido Ernâni Lopes na recuperação da economia portuguesa, ninguém se recordou de quem foi o responsável por Portugal ter ido bater à porta do FMI, nesse tempo Cavaco não tinha tempo para alertar em artigos no Expresso para as consequências da sua incompetência.

Outro exemplo da preocupação de Cavaco Silva com a protecção da economia portuguesa e a competitividade das nossas empresas foi-nos dado quando já era primeiro-ministro. Para reduzir a taxa de inflação não hesitou em eliminar os mecanismos de protecção negociados durante a adesão para o sector agrícola e de um dia para o outro sectores como os cereais, carnes e lácteos deixaram de ter qualquer protecção em relação à forte concorrência dos produtos vindos dos outros estados-membros soçobrando face à competitivade da agricultura europeia.

Cavaco Silva é o pai da conquista de votos a qualquer preço, dos acordos de concertação social à custa de cedências generalizadas, dos negócios lucrativos de acções com cotações fixadas por Oliveira e Costa, da promoção de professores de trabalhos manuais com o 5.º ano a professores com estatuto de licenciados, da possibilidade de os funcionários públicos poderem comprar anos de serviço com base em mentiras o que permitiu a muito boa gente reformar-se com cinquenta anos porque deram explicações quando tinham doze, dos aumentos de pensões de reforma em vésperas de eleições, do agendamento de dezenas de cerimónias de inauguração de obras públicas em vésperas de eleições, de cerimónias do CCB onde se exibiam publicamente os novos militantes do PSD, muitos deles promovidos a chefes depois do competente preenchimento da ficha de militante.

Cavaco Silva é o pai das políticas eleitoralistas sem escrúpulos em que os votos justificam os meios, da invasão do Estado por milhares de boys, do enriquecimento fácil à custa do Estado, é o pai espiritual dos que roubaram mais de 3 milhões de euros no BPN que os portugueses terão de pagar com impostos e cortes de vencimentos. O candidato presidencial Cavaco não previu o futuro do país num artigo que escreveu há sete anos, o agora candidato presidencial escreveu o futuro do país quando foi ministro das Finanças e primeiro-ministro, escreveu gatafunhos na democracia quando o seu pau mandado inventou escutas e está a escrever uma página triste na história da instituição Presidência da República.

Quando Miguel Cadilhe disse que Cavaco Silva era o pai do monstro pecou por defeito, o candidato presidencial Cavaco Silva é ele próprio a representação viva do monstro".

in: Jumento

21 de dezembro de 2010

Moody's ameaça cortar rating de Portugal

A agência de notação financeira Moody's anunciou ter posto em revisão o rating da dívida de Portugal, com vista a um possível corte de um ou dois níveis.

com Lusa
9:09 Terça feira, 21 de Dezembro de 2010




A Moody's admite baixar em um ou dois níveis o rating da dívida portuguesa
A Moody's admite baixar em um ou dois níveis o rating da dívida portuguesa
EPA/Miguel A.Lopes

A agência de notação financeira Moody's colocou o rating de Portugal sob revisão, ameaçando cortar em dois níveis, devido às incertezas em relação à evolução da economia portuguesa.

"As incertezas quanto à vitalidade da economia portuguesa no longo prazo podem ser aumentadas por causa da austeridade orçamental", explica no relatório a agência de notação financeira, sublinhando que os custos de financiamento para Portugal podem aumentar.

"Além da austeridade orçamental, será necessário pelo menos um crescimento moderado no produto interno bruto nominal para estabilizar, ou reverter, a atual trajetória adversa da dívida pública", acrescenta o relatório.
A Moody's reconhece ainda que o sector financeiro português "tem níveis altos de capitalização", mas está preocupada com a dependência do financiamento junto do Banco Central Europeu (BCE).

A agência de notação financeira admite baixar em "um ou dois níveis" o rating da dívida portuguesa, reduzindo de A1 para A3.

Em julho foi a última vez que a Moody's cortou o rating de Portugal, em dois níveis, fixando-a em A1.

in: http://aeiou.expresso.pt/moodys-reve-iratingi-da-divida-portuguesa=f622214


Qual será a credibilidade e a influência desta empresa no atenuar ou agudizar da situação portuguesa? Não foi esta agência que atribuiu bons ratings à Lehman Brothers poucas semanas antes de esta falir?


Ficarei

"O CDS, consta, vai eleger o seu líder. Para facilitar, está previsto que os militantes possam participar na eleição por via postal. Já agora, porque não através de chamadas de valor acrescentado, mail ou sms? O dr. Portas arrisca-se a ficar para a petite histoire como o Matusalém dos dirigentes partidários apesar da "juventude". Até o PC consegue ser mais "renovador", "rodando" o candidato Lopes (esta noite com Cavaco) para o lugar de Jerónimo. Mas, enfim, Portas prometeu que ficava. E ficou. Ficou de tal maneira que parece que nunca mais vai deixar de ficar".

in: Portugal dos Pequeninos

20 de dezembro de 2010

Cavaco Silva: O político que não faz campanha com a pobreza


Presidente da República presente no casamento de dois "sem-abrigo".

Livrem-nos dos políticos com nojo da política


Alguns candidatos à Presidência fazem da sua falta de currículo político a sua grande vantagem. Outros fizeram uma carreira inteira a fingir que era outra coisa que estavam a fazer. O cargo de Presidente é para políticos experientes. Daqueles que se orgulham de o ser.

As campanhas eleitorais não dizem muito sobre os candidatos. Dizem mais sobre o que os candidatos acham que os eleitores querem ouvir. E em tempo de crise, quando o sistema político parece ser incapaz - até pelas limitações impostas por uma União Europeia politicamente paralizada - de encontrar soluções ou apontar caminhos, tudo o que os candidatos à Presidência não querem parecer é políticos. Apesar de, como é evidente, tendo em conta o cargo a que se candidatam, não poderem ser nem mais nem menos do que isso.

Fernando Nobre, naquele que é o pior tique que um político pode ter - e confesso que esta sua postura me espanta - mostrou como seu principal currículo político não ter currículo político nenhum. Chegou ao ponto de acusar Francisco Lopes de ser responsável pelo estado em que o País está já que, veja-se o escândalo, é deputado. Como se ter sido escolhido pelo povo para um cargo que depende do voto democrático tornasse um cidadão cúmplice de tudo o que aconteça de mal. Disse que ele fazia parte do sistema, essa nebelosa que torna tudo indiferenciado e que supostamente distingue quem nunca se meteu nesse nojo que é o confronto democrático.

Defensor Moura também acusou Manuel Alegre de ser político. Coisa feia, bem se vê. Isto, apesar dele ser deputado em exercício, ter sido presidente de câmara e ter uma longa vida partidária. Temos então os políticos, os não políticos e os políticos só um bocadinho.

Cavaco Silva já tem muitos anos deste discurso. Ele paira sobre a política mas parece nunca lhe tocar. Não ser político é a sua imagem de marca. O elemento distintivo de um dos homens que há mais tempo faz política no País.

Todos eles são candidatos à Presidência da República. Um cargo que nada tem de executivo ou técnico. Um cargo absolutamente político. Um cargo que, exigindo um enorme conhecimento das instituições e dos equilibrios partidários, deveria exigir um vasto currículo com provas dadas em cargos políticos. Enfim, um cargo reservado a políticos. Não a homens que deprezam a política ou querem passar a imagem que dela têm nojo, mas aos que a vêem como a mais nobre das actividades a que um cidadão se pode dedicar. Até porque, mesmo quem tenha provas dadas de ausência de currículo nesta área (coisa estranha, a de ter na inexperiência uma vantagem), perderia essa virgindade no dia em que entrasse no Palácio de Belém.

Conhecemos de sempre este filme: políticos que fazem do ódio à política uma arma de propaganda. Acontece-lhes uma de duas coisas. A menos má: rapidamente se tornam iguais a todos os que criticaram. A pior: a sua inexperiência, voluntarismo ou falta de consistência traduz-se em incompetência ou desrespeito pelas regras democráticas.

Lembro-me das melhores eleições eleições presidenciais que este país viveu: Mário Soares, Freitas do Amaral, Salgado Zenha e Maria de Lurdes Pintansilgo. Todos políticos de primeira água que puxavam dos galões da sua experiência. E à frente dos partidos tinhamos ainda Sá Carneiro e Álvaro Cunhal, dois políticos absolutos, mestres tácticos e tribunos temíveis. O que nos aconteceu para termos chegado a este nível de indigência, onde ter currículo político é tratado como defeito ou motivo de vergonha?

Para não pôr tudo no mesmo saco, há dois candidatos que não têm seguido este caminho: Manuel Alegre e Francisco Lopes. Os dois assumem o seu passado e a sua militância. São, de formas diferentes, políticos assumidos. E, num tempo em que a demagogia derrapa para um preocupante desprezo pela democracia que conquistámos há 36 anos, isso só diz bem deles. Por mim, quero um político como Presidente. E que tenha orgulho nisso.

in: Expresso

19 de dezembro de 2010

Jornadas Parlamentares do PS

Na passada sexta-feira e sábado, realizou-se no Porto as Jornadas Parlamentares do PS.

A concelhia de Lousada marcou presença através do Presidente da Comissão Política do PS Lousada - José Santalha, e do Vice-Presidente da Câmara de Lousada - Pedro Machado.


18 de dezembro de 2010

Um exemplo de isenção jornalística

Valha-nos Deus

«Qualquer que seja a ética jornalista e a importância política (para mim, muito pouca) do WikiLeaks, a coisa serviu pela menos para que o patego da rua visse ao natural os que mandam nele e soubesse o que eles de facto pensam de si próprios e dos seus patéticos parceiros. [...]

Cavaco, por exemplo, mostra, como de costume, toda a maturidade de um adolescente de 15 anos. Nem o Governo, nem Belém conseguiram reduzir a confrangedora vaidade com que saiu do seu buraco em 1980. O homem que raramente se enganava e nunca tinha dúvidas, o homem que trepava ao coqueiro e ganhava os 110 metros de barreiras, continua exactamente na mesma. O episódio da Sala Oval é uma prova definitiva. Vale a pena contar. Parece que o embaixador americano Hoffman disse num telegrama qualquer que o dr. Cavaco se recusara a fazer uma visita a Bush-pai [...] porque Bush-filho não o recebera na Sala Oval, para um daqueles retratos de autopropaganda que se põem em cima da secretária.

Perante esta afronta à sua figura histórica, e, por implicação, à pátria, o Presidente reagiu com toda a rapidez que o caso, como é óbvio, justificava. O embaixador, disse com dureza, mentia. E mentia, porque ele, Aníbal Cavaco Silva, fora com certeza o político português que estivera mais vezes na Sala Oval. Pensar que um torpe socialista (Soares no seu tempo ou depois Sampaio) o excedera na assídua frequência daquele santuário e que ele, por “vingança” como insinuava Hoffman, repelira o velho e carinhoso Bush, não passava de uma fantasia ou de uma intriga diplomática. Restabelecida a verdade, o país respirou de alívio. Ninguém mete tantos golos como Ronaldo e ninguém, por estas bandas, vai tanto à Sala Oval como Cavaco.

Valha-nos Deus.»

Por: Vasco Pulido Valente (Público)

Frases...

«Se a táctica política aconselha que o PSD se alie ao CDS, ao invés, a estratégia necessária para o "poder de direita" determina que o PSD não recaia em experiências falhadas com parceiros incapazes de se emendarem. Sob pena de se repetir aquilo que já foi feito…»

Carlos Abreu Amorim

Merkel impressionada com reformas em Portugal e Espanha


«A chanceler alemã Angela Merkel disse hoje estar impressionada com as políticas económicas que Portugal e Espanha adoptaram nos últimos meses e defendeu que a prioridade para 2011 deverá ser o aprofundamento das reformas para aumentar a competitividade.»

in: Destak

17 de dezembro de 2010

LOUSADA: EXEMPLO DE JUVENTUDE


Os dados do Instituto Nacional de Estatística, referentes ao ano 2009, trabalhados recentemente pela Marktest, dando origem ao Atlas Social de Portugal, confirmaram aquilo que já havíamos interiorizado, por resultados anteriores: Lousada é um concelho pleno de juventude.

A população jovem, no segmento 0-24 anos, assume o significativo peso de 33,03%, tornando Lousada no concelho mais jovem de Portugal Continental.

Vale a pena, também, comparar as taxas de crescimento efectivo. Em Portugal: 0,10%. Na Região Norte: Norte: 0,00%. No Tâmega: -0,03% (crescimento negativo). Lousada: 0,63%. Ou seja, comparativamente às restantes estruturas regionais, assume, claramente, a diferença a nível de aumento populacional.

Quanto à taxa de natalidade, os termos de comparação são abonatórios. Portugal: 9,4 por mil. Norte: 8,7 por mil. Tâmega: 9,2 por mil. Lousada: 11,1 por mil habitantes. Isto é, há, inequivocamente, muito mais nascimentos aqui.

Somos, ainda, o concelho menos envelhecido, ao registarmos 10,5% de população com mais de 65 anos, o menor índice de envelhecimento (55 idosos por cada 100 jovens com menos de 15 anos) e estamos nos que apresentam menor dependência de idosos, no rácio de 15 seniores por 100 activos.

No entanto, muito mais do que a contemplação de resultados, sem dúvida estimulantes, importa analisar, sumariamente, as suas causas e consequências.

Desde logo, a centralidade do concelho, suportada por uma invejável rede de acessibilidade. As auto-estradas A42 e A11, a variante de ligação à A4, o sistema de comboios suburbanos até Caíde e a rede capilar de estradas municipais formam um conjunto de ligações que permitem o transporte de pessoas e mercadorias com celeridade e eficiência.

A oferta do parque habitacional a preços economicamente mais sustentáveis, e a habitação social e a custos controlados surgiram, igualmente, como factores determinantes, associado ao dinamismo empresarial – agora enfrentando uma grave crise, geral a todo o país – que possibilitou a criação de muitos postos de trabalho.

Por outro lado, a política educativa da autarquia, com a cobertura total em jardins-de-infância, a modernização e ampliação do parque escolar dos ensinos básico e secundário, a componente de apoio às famílias e as ofertas formativas traduziram-se numa qualidade de serviço reconhecido por todos os agentes educativos.

Os equipamentos desportivos surgem, seguramente, também, como causa determinante. As virtualidades do Complexo Desportivo, registando, no ano de 2009, mais de 250 mil praticantes, as condições das Piscinas Municipais e dos polidesportivos, e as dinâmicas associativas, permitindo a prática de qualquer modalidade.

Se o acesso a cuidados de saúde, com dois serviços de atendimento permanente, unidade de internamento e acesso rápido ao Hospital Padre Américo, não pode ser esquecido, as propostas de animação cultural apresentam-se, igualmente, como qualificadoras: companhia profissional de teatro, conservatório de música, ofertas culturais e trabalho associativo merecem, também, ser enfatizados.

Ora, este conjunto de factores, interligados com as apostas de qualidade ambiental – rede de água e saneamento, recolha de resíduos, equilíbrio urbanístico e ordenamento do território –, o acesso às novas tecnologias de informação reforçadas pelas políticas de coesão social, tornam Lousada um concelho atractivo.

Porém, ainda mais importante, são as pessoas. São elas que tornam, dia-a-dia, a nossa terra mais bela, directamente, ou por intermédios dos seus agentes representativos. Lousada é uma terra de vida e de esperança, de consolidação do presente e de confiança no futuro. Em tempo de depressão colectiva, não poderia surgir melhor sinal de optimismo.

por: Eduardo Vilar
in: Verdadeiro Olhar

Motivos de vergonha

Há hoje em Portugal, até onde é possível fazer contas, mais de 300 mil pessoas que passam fome e dependem, para sobreviver, da ajuda de instituições como o Banco Alimentar Contra a Fome e outras. "Recebemos todos os dias pedidos de ajuda de pessoas sem dinheiro para comer, para medicamentos, renda, água ou uma botija de gás para cozinhar", diz a AMI ao DN. "Já não são só os sem-abrigo a procurar as carrinhas de distribuição de comida", acrescenta Heloísa Teixeira, da Legião da Boa Vontade. E, depois, há ainda a chamada "pobreza envergonhada", que para já não procura ajuda porque a vai conseguindo, designadamente a alimentar, junto de amigos, vizinhos ou familiares, e da qual não se conhece a verdadeira dimensão.

Cavaco Silva tem pois todos os motivos para, como disse, se sentir envergonhado com a situação de fome que muitos portugueses hoje vivem.

Mas deveria sentir-se também envergonhado, e deveria dizê-lo, por, simultaneamente, outros portugueses viverem na mais escandalosa abundância (como sucedeu nos tempos das vacas gordas dos fundos comunitários em que foi primeiro-ministro e em que nasceu o Banco Alimentar Contra a Fome), e banca e grandes empresas todos os dias anunciarem lucros da ordem dos milhões que, na maior parte dos casos, irão parar a "offshores", enquanto avidamente disputam a pobres e desempregados as cada vez mais escassas verbas com que o Estado ainda os vai apoiando.

in: JN

16 de dezembro de 2010

Um exemplo para muita gente que por aí anda...


Para quem ainda duvída da OCDE


"Pedro Lomba contava no Público que enviara um e-mail à OCDE para confirmar como foram seleccionados os alunos portugueses que participaram no PISA. Motivo: “cumpramos a nossa obrigação democrática de desconfiar. De todos os governos, e deste muito em particular.” Ele, logo ele, que conhece a coisa por dentro.

Mas o próprio Público foi averiguar junto da OCDE os critérios utilizados e a resposta não poderia ter sido mais esclarecedora: «"Portugal obedeceu a todos os critérios estabelecidos pela OCDE para a constituição da amostra, por isso, não houve qualquer investigação", responde Juliet Evans, da EDU/IA, o gabinete de auditoria interna, responsável pela Educação, da OCDE.» Parece, afinal, que a frase de Cavaco reproduzida no título se aplica bem é ao ex-membro da comissão política da sua anterior candidatura à presidência".

in: CC

FMI

Expresso

15 de dezembro de 2010

FMI em Portugal: longe da realidade

"Nas últimas semanas, muito se tem especulado sobre a eventual entrada do Fundo Monetário Internacional no nosso país. Essa possibilidade parece-me, todavia, imprudente, porquanto obrigará os portugueses a fazer sacrifícios desajustados, que adensarão a instabilidade social do país.

1. Não obstante julgar ser desnecessária uma intervenção do FMI em Portugal, importa desmistificar o papel desta instituição, que existe precisamente para socorrer países com dificuldades. O FMI não deve ser encarado como um recurso de desespero para salvar as contas do país, pelo que, mesmo intervindo segundo a lógica dos credores, urge desdramatizar a sua intervenção e, ao invés, fazer uma análise lúcida das consequências que daí adviriam.

2. Em torno desta discussão, é evidente a ânsia de alguns protagonistas políticos, desejosos de ver a imagem de Portugal profundamente descredibilizada. Enganam-se, contudo, os que entendem poder retirar proveitos políticos do eventual regresso do FMI a Portugal. Tal ocorrência prejudicaria de forma transversal os partidos do nosso regime democrático e seria encarada como uma situação de descrédito para toda a classe política – não exclusivamente para o Partido Socialista.

3. Os contornos da situação económico-financeira portuguesa são substancialmente diferentes dos da Grécia ou da Irlanda. Se, por um lado, o nosso endividamento público está em linha com o endividamento de grande parte dos Estados europeus, por outro, não se verifica em Portugal um risco acrescido de colapso do sistema financeiro ou do sector imobiliário. Ora, decorre desta sensata constatação uma total incompreensão pelo valor dos juros da nossa dívida pública, atendendo à realidade de outros países. E radica nessa mesma constatação a extemporaneidade da entrada do FMI no nosso país.

4. O momento presente deve propiciar uma profunda reflexão sobre os mecanismos de solidariedade entre os Estados-membros da União Europeia. Sem pôr em causa a inequívoca necessidade de consolidação das finanças públicas, deve ser promovida uma ampla discussão sobre o impacto contraccionista de medidas que têm vindo a ser tomadas em diversas economias. Propostas como a emissão conjunta de obrigações ou a criação de um fundo monetário europeu devem ser equacionadas no âmbito de um verdadeiro projecto de igualdade, unidade e solidariedade à escala europeia".

Nota: artigo publicado na edição N.º 5 do jornal «Cons(c)elho», a convite da Juventude Popular do Porto.

por: João Torres (Presidente da Federação Distrital do Porto da JS)

Malditos Factos


"Diz-se que a nossa escola deixa para trás os mais pobres. Que a alternativa é o cheque-ensino e a liberdade de escolha, como na Suécia e na República Checa. Mas um relatório desmente a ideia feita. Pioraram com este caminho e Portugal melhorou.

A teoria em voga tem sido esta: o nosso sistema educativo, tal como está desenhado, deixa para trás os mais pobres. A melhor alternativa seria a de instituir o cheque-ensino e, através dele, permitir o acesso de todos às escolas privadas. Garante-se liberdade de escolha, mais qualidade e mais igualdade de oportunidades. A solução seria milagrosa e já fora experimentada na Suécia. A sonhada liberdade de escolha também existiria na República Checa.

No final da semana passada saiu o relatório de Pisa, que faz uma avaliação dos vários sistemas educativos. Uma coisa aborrecida: socorre-se de números e de factos e não de postulados ideológicos.

Os dois exemplos não podiam ser mais claros: Suécia e República Checa (ver gráficos roubados ao blogue Câmara Corporativa ) viram os resultados escolares em ciências, matemática e leitura piorarem de 2000 até hoje, comparando os quatro relatórios de Pisa. Em Portugal melhoraram. Estavam os dois bem distantes de Portugal. Agora estão quase iguais. Ou seja, a receita milagrosa deixou-os muito pior. O nosso péssimo sistema deixou-nos muito melhor.

Outro dado interessante: se o nosso sistema prejudica os pobres e acentua as assimetrias, como se explica que sejamos o sexto país da OCDE (muito acima da média) e o décimo em 66 países analisados cujo sistema educativo melhor corrige as assimetrias socioeconómicas? Como se explica que sejamos um dos países em que maior percentagem de alunos pobres atingem excelentes níveis de desempenho em leitura?

O mal do monolitismo do debate político não é apenas a distorção democrática que provoca. É que permite que o discurso do mainstream não se dê ao trabalho de se basear em factos. Limita-se a repetir conversa estafada sem sequer pensar: o eduquês, o facilitismo, a degradação da escola pública. Pena existirem estudos e factos que estragam as potencialidades políticas desta narrativa".

in: Expresso

14 de dezembro de 2010

Câmara Municipal de Lousada - Bolsas de Estudo


"As candidaturas para a atribuição de Bolsas de Estudo por parte da autarquia estão abertas a partir de segunda-feira, dia 22 de Novembro e até ao dia 22 de Dezembro.

Podem candidatar-se todos os jovens estudantes universitários que residam em Lousada, há mais de cinco anos, e que obedeçam a pressupostos como bom aproveitamento escolar, mas que tenha também necessidade de apoio financeiro.

Os interessados em efectuar a candidatura devem deslocar-se à frente de atendimento da Câmara para apresentar o requerimento a que devem juntar documentos necessários que façam prova como é o caso do atestado de residência passado pela Junta de Freguesia, fotocópia de Bilhete de Identidade e Número de Identificação Local. Aos documentos devem ainda juntar-se os documentos que comprovem os rendimentos auferidos por cada membro do agregado familiar passado pela entidade patronal ou pela Segurança Social, bem como a declaração do IRS, entre outros.

Para mais informações os interessados podem ainda consultar a página de internet da autarquia em www.cm-lousada.pt, onde têm acesso aos formulários e toda a informação necessária".

in: CM Lousada

Campanha de Actualização de dados - PS



"Interessante a entrevista de Paulo Rangel ao Diário Económico. O protegido da Dr.ª Manuela:
    • Sustenta que não faz sentido que o PSD viabilize o Orçamento do Estado para 2011 e apareça ao mesmo tempo a combater o Governo;
    • Avisa o PSD de que sozinho não consegue derrubar o Governo;
    • Entende que o PSD não tem nenhuma ideia alternativa para as áreas da Saúde, da Justiça e da Educação;
    • Discorda do anúncio de Passos Coelho de que fará uma coligação com o CDS;
    • Demarca-se do projecto de revisão constitucional do PSD" - in: CC

13 de dezembro de 2010

Jantar de Natal da JS

Fotos do Jantar de Natal da JS com as freguesias de Lustosa e Santo Estêvão.









"We must not abandon utopia because the antagonism between ideas and reality is both the major dilemma of democratic socialism and its fascinating driving force."


Olof Palme

WikiLeaks: as dúvidas


"Ao jornalista sempre caberá o papel de mediador da informação, não como mero ponto de passagem, mas como garantia de mensageiro fiável que se sujeita a normas e a princípios

Seria eu capaz de publicar aqui no JN a informação que a WikiLeaks disponibilizou para alguns grandes jornais do Mundo que contém revelações bombásticas sobre a diplomacia mundial, sobre alguns estadistas e sobre o comportamento dos EUA em muitas ocasiões recentes? Coloco-me esta pergunta desde o início da semana, quando recusei participar, precisamente por não ter certezas e por ter pouco tempo para partilhar e discutir dúvidas, num fórum da TSF sobre este tema. Tenho lido e ouvido e, não tendo ainda uma certeza - tê-la-ia, certamente, se fosse mesmo confrontado com a possibilidade de aceder a tais informações -, já tenho menos dúvidas e estou mais certo de que não publicaria.

Vejamos: toda a informação ali contida é informação a que este jornal, como todos os jornais portugueses, não conseguiria aceder, nem teria meios para desenvolver o esforço financeiro que lhe permitisse confirmar, ou não, a informação que lhe seria posta em mãos. Aceder-lhe, seria, por tudo isso, uma enorme oportunidade. Porém, a informação ali contida provém de fonte anónima. Isso não é um mal em si mesmo, mas obriga a uma confirmação dos factos muito séria. Acresce que não se conhece a motivação de quem fornece a informação e, do que julgo saber, denegrir a diplomacia norte--americana não parece uma motivação séria. Os EUA têm coisas boas e coisas péssimas, mas não creio que a existência destas nos legitime a qualquer tipo de perseguição ou punição. Acresce que não me descansa o facto de os atingidos poderem defender--se e refutarem acusações, pois bem sabemos os danos que uma informação, uma vez difundida, pode causar.

Curiosamente, foi ao ouvir na televisão um diplomata, salvo erro António Tânger, defender a transparência da diplomacia, que me ocorreu a ideia contrária: se a actividade diplomática for transparente a ponto de tudo se dever saber, ela é ineficaz e por isso mesmo inútil. Acredito que há uma área reservada nas relações entre os estados, e também na política interna, que carece de reserva. E a maledicência, como alguma que veio agora a público, pura e simplesmente não é notícia.

A ideia libertária de que os jornalistas não podem esconder informação não colhe. Desde logo, porque há circunstâncias em que há deveres que se sobrepõem ao direito de informar. Senão, tudo se publicaria - há infelizmente quem o defenda - e nem seriam precisas normas para a profissão. Além disso, tenho-me perguntado por que é que o WiliLeaks, ou o OpenLeaks, que promete informações bombásticas para amanhã, não têm os seus meios de comunicação, não produzem e publicam a informação com jornalistas seus, e preferem canalizá-la para outros, aproveitando-se da sua credibilidade.

A Internet veio permitir a circulação de muita informação. Mas nem toda ela é credível e, segundo aquilo em que acredito, nem toda ela é publicável no que convencionámos chamar de jornais. Se estes, para sobreviverem, vão ter de entregar princípios éticos e deontológicos, deixando que o leitor, a sua consciência, faça o crivo, eu pessoalmente abençoo a chegada próxima da idade da reforma para não participar disso. Mas não acredito que esse seja o futuro: ao jornalista sempre caberá o papel de mediador da informação, não como mero ponto de passagem, mas como garantia de mensageiro fiável que se sujeita a normas e a princípios para comprovar e publicar informação. Não há que ter medo: não publicar pode não significar submissão ao Poder. A função de contra-poder que sempre cabe ao Jornalismo deve é ser feita obedecendo a valores".

12 de dezembro de 2010

Alguma novidade?

Depois da ajuda económica á Madeira, em que AJ Jardim até chorou quando fez as pazes com o Estado e Continente, há um retorno à normalidade.

“A oposição nesta terra não é alternativa, porque são zero e naquelas criaturas não há uma única cabeça que se aproveite”

Tendo em conta as “dificuldades que o país vai atravessar, os socialista em Lisboa vão precisar de manobras de diversão para desviar as atenções da desgraça e pouca vergonha em que mergulharam Portugal” in: Público

Blá, blá, blá!

Aeroporto


"Mas passaria pela cabeça de alguém fazer projectos sem uma análise custo-benefício? E sem actualizações? Seria bom ver estes números debatidos."

in: CC

10 de dezembro de 2010

Política mais próxima de todos

Portugal já tem rede social dedicada à política

A primeira rede social portuguesa dedicada à política, a SocialaicoS, procura promover o encontro entre políticos, políticas e cidadãos.

Portugal já tem rede social dedicada à política

Segundo o comunicado, a SocialaicoS, criada pela agência da comunicação e marketing Markup, permite aos políticos portugueses anunciarem as suas campanhas, iniciativas e eventos.

Os cidadãos e eleitores, além do acesso à informação disponibilizada, podem participar ativamente na discussão de variados temas através da publicação de comentários.

Os cidadãos que pretendam utilizar esta plataforma podem, ainda, aderir a campanhas e a grupos existentes.

A SocialaicoS permite a integração e a partilha de conteúdos com outras redes sociais, como o Facebook e do LinkedIn.

A rede social SocialaicoS já está disponível aqui e pode ser acedida através da utilização do login do Facebook.

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico***


in: http://aeiou.exameinformatica.pt/portugal-ja-tem-rede-social-dedicada-a-politica=f1008036