28 de agosto de 2007

JS desmente campanha de Verão da JSD sobre arrendamento jovem


"[...]a JSD revela uma atitude de profunda desonestidade que só contribui para a descredibilização da actividade política e das próprias juventudes partidárias"
A JSD iniciou, esta semana, uma campanha de verão que tem como propósito principal alertar os jovens portugueses para o fim do programa “Incentivo ao Arrendamento por Jovens” (IAJ). Esta campanha não seria desonesta se a par da informação sobre a revogação do IAJ, a JSD desse informação sobre o novo programa que vem substituir o IAJ: o “Porta 65 – Arrendamento Jovem”. Ao não fazê-lo a JSD revela uma atitude de profunda desonestidade que só contribui para a descredibilização da actividade política e das próprias juventudes partidárias.
Na verdade, e a JSD sabe-o, o IAJ foi revogado pelo decreto-lei que cria o “Porta 65 – Arrendamento Jovem”. A revogação de um programa e a criação do outro estão directamente ligadas. Só por desonestidade e falta de razões para criticar o governo é que se ignora o novo programa que vem de forma mais eficaz e justa apoiar o arrendamento jovem.
A Juventude Socialista relembra que o Porta 65 - Arrendamento Jovem foi criado na sequência da avaliação ao IAJ, encomendada pelo Governo, e que revelou várias insuficiências e falhas que precisavam de ser corrigidas. O novo programa veio introduzir alterações importantes e significativas, como são exemplos: o apoio ser atribuído em função do valor da renda média por distrito, permitindo a flexibilização do apoio de região para região; permitir que jovens que vivam em regime de co-habitação tenham acesso ao apoio ou permitir que no caso de casais um dos dois possa ter até 32 anos.
A Juventude Socialista considera ainda um total disparate a exigência de demissão do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto. A JSD alega a inactividade do governo nas políticas de Juventude como justificação para o pedido de demissão. Mas a única coisa que a JSD revela é ignorância face à realidade do sector e às conquistas conseguidas nos últimos dois anos de governo PS.
A JS relembra que foi o actual Secretário de Estado da Juventude que:
1) Tomou a iniciativa de promover uma nova Lei do Associativismo Jovem. Acabando, assim, com a desordem no sector em matéria legislativa e criando critérios claros de atribuição de apoios por parte do Estado às Associações Juvenis e de Estudantes.
2) Lançou o Programa Nacional de Juventude. O objectivo deste programa, que envolveu a participação directa de milhares de jovens por todo o país, era fazer o levantamento das necessidades dos jovens portugueses bem como das suas principais reivindicações. Neste momento o processo de discussão está concluído seguindo-se, agora, a fase de execução de várias das propostas. É a primeira vez que se faz algo do género em Portugal.
3) Criou uma Comissão Inter-ministerial de Juventude no quadro do governo. Esta Comissão permitirá coordenar e articular as diversas políticas sectoriais de diferentes ministérios com impacto directo nos jovens portugueses. Pela primeira vez em Portugal há um governo que tem uma verdadeira visão transversal da política de juventude.
4) Alterou a Lei Orgânica do Instituto Português da Juventude, dotando-o de mais competências em matérias de políticas sectoriais.
5) Criou o intra-rail juvenil de forma a relançar a mobilidade dos jovens portugueses. Um programa semelhante ao Inter-rail europeu aplicado ao território nacional.
6) Executou mais fundos comunitários no alargamento da rede de pousadas de juventude do que qualquer outro Secretário de Estado da Juventude. Em 2 anos foram construídas mais 16 pousadas de juventude.
A JSD enganou-se de certeza no pedido de demissão. Se não pode apoiar a política de juventude de um governo socialista antes faça propostas concretas. E não caia no populismo fácil que tanto tem afastado os jovens da política portuguesa.
Lisboa, 17 de Agosto de 2007

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