16 de outubro de 2011

NOVO SITE!

Devido a circunstâncias alheias à JS, este blog esteve um longo período de tempo desactivado.

Para fazer face a isso, criamos um novo site, onde poderão continuar a seguir a nossa actividade e também do PS Lousada.

Obrigado.

2 de setembro de 2011

O Desv(ar)io Colossal da Madeira

1. O FMI está para Portugal como Portugal (continental) está para a Madeira, mas sem medidas de austeridade. Esta é a conclusão que chegamos depois de ouvirmos o Min. das Finanças referir que o tão afamado "desvio colossal" afinal, deve-se à capitalização do BPN e à gestão de A. João Jardim na Madeira.

Há poucas semanas, Jardim exigiu um acordo com o actual Governo para fazer face à falta de liquidez na região da Madeira e culpa o anterior governo pelo descalabro das suas contas.

Enquanto as verbas transferidas para as autarquias são cada vez mais reduzidas, é curioso que a Madeira, sendo das regiões mais ricas da Europa muito à custa dos "parolos do cont'nente" (palavras de Jardim), aumentou 100% a sua dívida entre 2005 e 2010 para um número bombástico de 963,3 Milhões €, possuindo 28 direcções regionais, 5 institutos e 33 empresas públicas.

2. Numa coisa concordo com Jardim, mas sob pontos de vista diferentes.
Efectivamente Sócrates foi um dos responsáveis pelo descontrolo das contas da Madeira, porque tanto ele como outros governantes da república Portuguesa nunca tiveram coragem para colocar aquele senhor na ordem.

Se por um lado se sabe, que os governos do PSD sempre tiveram uma histórica e crónica cautela em fazer frente a Jardim, face aos muitos votos e deputados que garante ao partido, já o anterior governo teve um erro gigantesco nesta matéria porque poderia colocar ordem na Madeira. Sócrates não ganhava nem perdia nada de substancial naquele arquipélago e de certeza obteria o apoio da restante população Portuguesa.

3. No meio disto tudo surge Passos Coelho. Ou cede às pretensões de Jardim em plena campanha eleitoral para as regionais e continua a dar péssimos exemplos de que afinal não são todos a pagar a crise, ou por outro lado, põe fim a isto.
Que não se esqueça que Jardim tem dado mostras de uma personalidade dissociativa. Quem não se lembra das lágrimas derramadas e promessas de amizade a José Sócrates? E da troca de cadeiras no Congresso do PSD, quando se mudou para o lado de Rangel?

4. Sei que é impossível, mas a Madeira precisava de uma "missão internacional da Troika". É verdade que os sucessivos governantes não são um exemplo na gestão monetária do país, mas também demonstraram não terem coragem para intervir a sério naquela região e infelizmente mais um sinal disso mesmo foi dado com o recente chumbo por parte dos deputados do PSD/CDS, à audição parlamentar requerida pelo BE a 7 jornalistas madeirenses que alegadamente sofrem condicionalismos no exercício da sua profissão por parte do Governo Regional.

Onde está agora a Asfixia Democrática?

As contas têm que ser controladas, as ameaças à liberdade de expressão têm que acabar, o respeito por todos os Portugueses tem que existir. Estamos fartos da atitude ditatorial, de sermos apelidados de "parolos, comunistas e cubanos", de ouvirmos Jardim referir-se ao actual Presidente da República como "Senhor Silva", etc.

5. O grosso dos nossos governantes sempre olhou para Jardim com a mesma complacência e de sorriso na cara com que muitos pais olham para um filho rude e mal-educado, tendo ainda o descaramento de o desculpar de todas as asneiras.

Para terminar, sabemos bem que caso Jardim vença novamente as eleições e o Governo não tome uma posição de força, mais vale ficarem já com o resto do subsídio de Natal… bem vão precisar.

in: TVS

1 de setembro de 2011

30 de agosto de 2011

O prometido corte da despesa

Tudo isto com salários de 7700 euros.

Há grupos de trabalho para tudo e só para o Futebol existem 3. Para que serve a Liga de Clubes e Federação Portuguesa de Futebol?

Daqui a pouco temos um grupo de trabalho para a Alheira de Mirandela.

O mundo anda mesmo ao contrário...

Quando se lê uma coisa destas no "Blasfémias"!!!

Avenças para amigalhaços

"Aí estão os vícios de sempre da governação “tuga”, com a eterna transformação de despesa pública em lucros privados. Os objectivos são totalmente irrelevantes para justificar a constituição de três (!!!) grupos de trabalho. Daqui não advirá a mínima vantagem para o futebol, mas várias e substantivas para alguma(s) sociedade(s) de advogados ligada(s) ao poder.  Para além disso, é tema que propicia sempre bons títulos nos jornais.
Espero que a Troika venha a monitorizar estas despesas supérfluas e a proibi-las terminantemente." in: Blasfémias

Um exemplo para todos nós


Miguel - Prós e Contras (20-06-2011) from José Carlos Oliveira on Vimeo.

29 de agosto de 2011

"Merecemos mais do que este homem que é Presidente da República"

"Vou tão somente falar de uma pessoa: Aníbal Cavaco Silva. 

Que foi primeiro-ministro deste país quando entraram vagões de dinheiro e nunca o ouvi dizer 'Este dinheiro tem que ser pago'! 

Quando era primeiro-ministro, a nossa agricultura foi vendida a pataco, as nossas pescas foram vendidas a pataco, a nossa indústria quase desapareceu (...) 

É tão fácil bater em Guterres, em Santana Lopes, em Durão Barroso ou em Sócrates. 

Não quero centrar-me numa pessoa e dizer 'Eis aqui o bode expiatório disto tudo', pretendo é alertar os portugueses que têm esta tendência para ter um paizinho, só que precisamos é de ter um paizinho sério.

E merecemos mais do que este homem, que foi primeiro-ministro e que é Presidente da República!"

Carlos do Carmo - in: DN

26 de agosto de 2011

Carta às Esquerdas.



"Não ponho em causa que haja um futuro para as esquerdas, mas o seu futuro não vai ser uma continuação linear do seu passado. Definir o que têm em comum equivale a responder à pergunta: o que é a esquerda? A esquerda é um conjunto de posições políticas que partilham o ideal de que os humanos têm todos o mesmo valor, e são o valor mais alto. Esse ideal é posto em causa sempre que há relações sociais de poder desigual, isto é, de dominação. Neste caso, alguns indivíduos ou grupos satisfazem algumas das suas necessidades, transformando outros indivíduos ou grupos em meios para os seus fins. O capitalismo não é a única fonte de dominação, mas é uma fonte importante. 

Os diferentes entendimentos deste ideal levaram a diferentes clivagens. As principais resultaram de respostas opostas às seguintes perguntas. Poderá o capitalismo ser reformado de modo a melhorar a sorte dos dominados, ou tal só é possível para além do capitalismo? A luta social deve ser conduzida por uma classe (a classe operária) ou por diferentes classes ou grupos sociais? Deve ser conduzida dentro das instituições democráticas ou fora delas? O Estado é, ele próprio, uma relação de dominação, ou pode ser mobilizado para combater as relações de dominação? 

As respostas opostas a estas perguntas estiveram na origem de violentas clivagens. Em nome da esquerda cometeram-se atrocidades contra a esquerda; mas, no seu conjunto, as esquerdas dominaram o século XX (apesar do nazismo, do fascismo e do colonialismo) e o mundo tornou-se mais livre e mais igual graças a elas. Este curto século de todas as esquerdas terminou com a queda do Muro de Berlim. Os últimos 30 anos foram, por um lado, uma gestão de ruínas e de inércias e, por outro, a emergência de novas lutas contra a dominação, com outros atores e linguagens que as esquerdas não puderam entender. Entretanto, livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação antissocial. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação das seguintes ideias: 

1) O mundo diversificou-se e a diversidade instalou-se no interior de cada país. A compreensão do mundo é muito mais ampla que a compreensão ocidental do mundo; não há internacionalismo sem interculturalismo; 

2) O capitalismo concebe a democracia como um instrumento de acumulação; se for preciso, redu-la à irrelevância e, se encontrar outro instrumento mais eficiente, dispensa-a (o caso da China). A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas; 

3) O capitalismo é amoral e não entende o conceito de dignidade humana; a defesa desta é uma luta contra o capitalismo e nunca com o capitalismo (no capitalismo, mesmo as esmolas só existem como relações públicas); 

4) A experiência do mundo mostra que há imensas realidades não capitalistas, guiadas pela reciprocidade e pelo cooperativismo, à espera de serem valorizadas como o futuro dentro do presente;

5) O século passado revelou que a relação dos humanos com a natureza é uma relação de dominação contra a qual há que lutar; o crescimento económico não é infinito; 

6) A propriedade privada só é um bem social se for uma entre várias formas de propriedade e se todas forem protegidas; há bens comuns da humanidade (como a água e o ar); 

7) O curto século das esquerdas foi suficiente para criar um espírito igualitário entre os humanos que sobressai em todos os inquéritos; este é um património das esquerdas que estas têm vindo a dilapidar; 

8) O capitalismo precisa de outras formas de dominação para florescer, do racismo ao sexismo e à guerra e todas devem ser combatidas; 

9) O Estado é um animal estranho, meio anjo meio monstro, mas, sem ele, muitos outros monstros andariam à solta, insaciáveis à cata de anjos indefesos. Melhor Estado, sempre; menos Estado, nunca.

Com estas ideias, vão continuar a ser várias as esquerdas, mas já não é provável que se matem umas às outras e é possível que se unam para travar a barbárie que se aproxima. "

in: Visão

Propaganda para Tótós!


"A JSD é uma organização política que promove assassinatos de carácter.

Essa prática não é uma aberração de que se arrependam, nem um momentâneo desvario, antes o corolário da cultura em que se formam os seus dirigentes. Passos Coelho foi aqui talhado, uma escola onde se ensina a fazer política de acordo com os bolorentos princípios de máxima hipocrisia: tudo é fingimento no espaço público; o poder ganha-se pelo engano; a ética não passa de um calhau para mandar às fuças dos adversários.

Como é lógico, e já tem milhares de anos de reconhecimento, os mentirosos mais perversos são quem mais se agarra à bandeira da verdade para a utilizar em seu proveito. A verdade embriaga os seus acólitos, levando-os para um frenesim erótico, por isso atrai tanto e tantos. O sentimento de superioridade absoluta desperta neles alucinados instintos de sobrevivência, gerando violência sem limites. Quem tem a verdade numa mão, como disse um velho-jovem de barbas brancas, tem sempre a inquisição na outra. Esta forma de fazer política acaba de obter um grande triunfo, estando agora a exercer o poder no Parlamento, no Governo e na Presidência da República, para além de também dominar a comunicação social. Qual o reverso da medalha, que fazem quando não estão a caluniar e a conspirar?

O mais recente cartaz da JSD oferece uma luminosa resposta, entre tantas possíveis. Mas esta tem a beleza de ser uma síntese feliz da basicidade que rege a comunicação partidária quando a única ideologia seguida é a da sonsice debochada. Cá temos agora os laranjinhas com uma mensagem que se pretende supra-partidária e no respeito pelo estrito interesse nacional, mas a qual jamais aceitariam subscrever caso estivessem na oposição. Para além disso, o subtexto do apelo à união convoca o cenário de crise extrema – a tal que o PSD provocou precisamente por ter recusado fazer o seu dever patriótico em defesa do País quando tal lhe foi pedido – em ordem a exigir um compromisso moral por parte do leitor deste repto senhorial. Quem se recusar a ser uma peça do actual puzzle de interesses, avisa a JSD, boicota a salvação de Portugal.

Estamos perante propaganda para totós. Contudo, e embora os totós correspondam a uma larga fatia do eleitorado, não estamos é dispostos a aturar totós."

in: Aspirina B

25 de agosto de 2011

Utoya recordada em acampamento da JS


Jovens socialistas reúnem-se a partir desta quinta-feira até sábado


"A JS realiza a partir desta quinta-feira mais uma edição do tradicional acampamento de Verão em Santa Cruz, desta vez dedicado ao tema da igualdade, e que contará com a presença do secretário-geral do partido no sábado, no encerramento.

A abertura, marcada para as 19h00, contará com uma intervenção do líder da Juventude Socialista, Pedro Alves, seguindo-se uma cerimónia de homenagem às vítimas de Utoya.

Será, de acordo com o líder da JS, Pedro Alves, «um momento simbólico», onde será feita a evocação dos jovens noruegueses que foram assassinados quando participavam numa iniciativa da juventude trabalhista.

«Vamos ler uma mensagem que foi lida também no acampamento internacional e iniciar a concepção de um mural onde todos os participantes poderão escrever uma mensagem», explicou Pedro Alves.

Durante o acampamento da JS, irão decorrer «pequenas sessões de formação» sobre relações e a discriminação em função do género, direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero), discriminação racial e as formas de combatê-la.

O líder da JS destacou no programa a conferência principal que irá realizar-se na sexta-feira e será dedicada à temática da igualdade «como elemento estruturante de políticas públicas, na área do combate às discriminações e nas políticas sociais».

No acampamento estarão também presentes formadores dos jovens socialistas europeus, que vão organizar duas sessões de debate, uma sobre organização de campanhas no âmbito dos direitos LGBT e outra relativa ao combate à extrema-direita e à chamada xenofobia.

Além disso, serão igualmente organizadas «tertúlias informais» para «complementar a formação» sobre temas como a Guerra Colonial, que terá como orador o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, e o centenário da República.

No sábado irá realizar-se uma sessão de encerramento com a presença do secretário-geral do PS, António José Seguro."

in: iol.pt

O Ilusionista



24 de agosto de 2011

Execução Orçamental - recorte


Algo de muito grave




Miguel Relvas denunciou o caso. Segundo o ministro, encontraram no IDP facturas não contabilizadas no valor de 6,7 Milhões de Euros.
O ex-presidente veio a terreno dizer que é totalmente mentira e que ficou surpreso com tal noticia.

Assim sendo, algo não está bem e alguém está a mentir. É necessário verificar e punir quem neste caso poderá estar a não dizer a verdade.


23 de agosto de 2011

Laivos de honestidade

Face à inoperância dos Governantes Mundiais em aplicarem medidas mais justas nos diversos planos de austeridade e à teimosia estratégica constante em promover os interesses capitalistas, Warren Buffett foi o primeiro a mandar o recado a Obama com uma frase que ficará na história "Parem de mimar os Super-Ricos".

Desta feita foram os milionários Franceses a dizer o mesmo a Sarkozy (ver aqui).

Quando é que teremos os milionários Portugueses a dizer tal coisa? Não me parece!